VDMFK - Vereinigung der Mund- und Fussmalenden
Künstler in aller Welt, e. V.

História

Breve resumo da história da APBP

Em 1947, Arnulf Erich Stegmann resolveu que, de futuro, iria trabalhar com todos os seus colegas que, como ele, criavam obras de arte com a boca ou com os pés. Assim, em 1957 foi realizada a primeira Reunião geral em Vaduz, para concretizar a fundação oficial da APBP. Assim nasceu uma história de sucesso com mais de 50 anos.

Juntamente com o Presidente Arnulf Erich Stegmann, formaram o Conselho de Administração os artistas Corry F. Riet, dos Países Baixos, e Charles Pasche, da Suíça, bem como o conselheiro jurídico, Dr. Dr. Herbert Batliner.

Logo de início foi atingido um marco importante na APBP, na seguinte passagem que foi incluída nos estatutos: “A APBP tem uma posição neutra no que diz respeito às crenças religiosas, filosóficas e políticas. É por conseguinte inadmissível qualquer tratamento preferencial ou discriminação devido à crença religiosa, filosófica ou política de um membro.” Foi assim que a Associação demonstrou formalmente a sua enorme consideração por todos os artistas deficientes, independentemente das suas origens geográficas ou culturais. Juntamente com a Reunião geral, foram também organizadas exposições de arte e actividades de lazer conjuntas. Este programa de suporte foi assim desde sempre uma parte integrante das Reuniões gerais e Convenções de Delegados.

Por ocasião da 3ª Reunião geral, em 1959 em Edimburgo, Marlyse Tovae, da Suíça, e mais tarde Presidente da Associação, foi eleita para o Conselho de Administração, devido à morte de Corry F. Riet. Quatro anos mais tarde, a APBP atingiu o objectivo de reunir como membros artistas de todos os continentes da Terra. A partir desta altura tornou-se uma organização com actividade a nível mundial, que se ocupava dos interesses dos pintores com a boca e os pés, para lhes permitir uma vida sem passar necessidades. Por ocasião desta 5ª Reunião geral, a APBP contava com 54 membros plenos e bolseiros.

Devido ao rápido crescimento de membros de países não europeus, tornou-se necessária uma alteração relativamente à Reunião geral. A Convenção de Delegados tornou-se a partir desta altura o órgão oficial supremo da APBP, e passou a englobar representantes de três círculos eleitorais.

Foram elas Europa e África, todos os países da América do Norte, do Sul e Central, e o resto do mundo.

Cada círculo eleitoral com um mínimo de sete membros podia enviar à convenção de delegados um membro. As tarefas destas Convenções de Delegados incluíam, entre outras, a eleição de um Conselho de Administração e resoluções relativas a alterações aos estatutos. Ficou nessa altura registado nos estatutos que o presidente e iniciador da associação, Arnulf Erich Stegmann, tinha sido eleito para o cargo vitalício na reunião de fundação.

A primeira Convenção de Delegados teve lugar em 1965, em Toronto.

Juntamente com os membros do Conselho de Administração, reuniram-se em Toronto seis Delegados das regiões eleitorais, bem como seis delegados convidados das Américas do Norte e do Sul, para participar nesta reunião. Além disso, foi a primeira vez que uma Reunião foi realizada fora da Europa. O presidente Stegmann anunciou orgulhosamente que o número de membros tinha chegado aos 80 e que a Associação já estava nesta altura representada em 25 países de todo o mundo.

Com a 2ª Convenção de Delegados de 1969, em Bombaim, foi realizada pela primeira vez uma reunião da APBP no hemisfério Este do globo. A partir desta altura, a Associação passou também a estar representada na Turquia, Israel e Quénia. Neste ano foi também recebido na Associação como membro pleno o futuro presidente da APBP, Eros Bonamini. Segundo recomendação do presidente, Wladimiro Bubola foi aceite como o primeiro membro honorário da Associação.

Devido ao rápido crescimento da APBP, de uma vaga aliança de alguns pintores com a boca e os pés até uma associação activa em todo o mundo, com mais de 100 membros, pedia uma alteração nos estatutos no que dizia respeito ao nome. Assim, o nome utilizado até então, “Associação de Pintores com a Boca e os Pés”, foi alterado para “Associação de Pintores com a Boca e os Pés de todo o mundo”. Este nome oficial permanece válido até hoje.

A Associação ganhou mais notoriedade junto do público de ano para ano. Um dos factores que contribuíram para tal foi certamente o elevado número de exposições organizadas pela Associação e pelas editoras com quem esta trabalha em parceria. As demonstrações de pintura, em que os pintores com a boca e os pés exibem ao vivo as suas técnicas de pintura, despertam sempre muito interesse. Só assim as pessoas sem deficiências físicas compreendem como é extraordinário pintar motivos com tanta fidelidade com a boca ou com os pés.

A 5 de Setembro de 1984 faleceu Arnulf Erich Stegmann, presidente fundador, em Deisenhofen, perto de Munique, onde tinha nascido e vivido. Os pintores com a boca e os pés de todo o mundo choraram a morte do seu fundador, a quem tanto deviam.

Devido ao óbito de Erich Stegmann, foi necessário eleger novo presidente na 7ª Reunião geral de 1985, em Madrid. A honra coube a Marlyse Tovae, pintora com os pés francesa, pelo que foi ela eleita para o cargo de Presidente da Associação de Pintores com a Boca e os Pés de todo o mundo.

Em 1991 o Conselho de Administração iniciou uma tradição importante para os membros: uma Reunião de Artistas a realizar regularmente, em que os pintores com a boca e os pés pudessem aprofundar a amizade entre eles. A primeira reunião deste tipo teve lugar em 1991 em Taipei, e foi muito bem recebida pelos participantes; nos anos seguintes realizaram-se muitas mais.

Em 1997 teve lugar a celebração dos 40 anos da APBP em Viena. Para este fim foi realizada uma exposição internacional na Câmara Municipal de Viena, com mais de 260 obras de pintores com a boca e os pés de todo o mundo. O presidente austríaco, Dr. Thomas Klestil, foi o patrocinador honorário deste evento. As actuais comemorações dos 50 anos da Associação também têm lugar em Viena. Pode descobrir mais sobre elas na nossa rubrica “50 anos de APBP”.

Em 2002 realizou-se a eleição de um novo presidente na 9ª Reunião geral, uma vez que a Presidente Marlyse Tovae tinha falecido a 28 de Julho de 2001. Eros Bonamini foi eleito por unanimidade o terceiro presidente da Associação, mantendo o cargo com sucesso até hoje.

A APBP tem conseguido ganhar cada vez mais reconhecimento por parte do público, permitindo assim a cada vez mais pessoas com deficiências físicas uma vida financeiramente independente e preenchida. Neste momento, mais de 700 artistas com a boca e os pés fazem parte da APBP, seja como membros plenos, membros associados ou bolseiros - e a tendência deste número é para aumentar.

Na nossa Galeria Online que marca os 50 anos da APBP poderá ver as extraordinárias criações artísticas dos nossos membros.